Análise: Tetragon

Tetragon é um jogo com um conceito sólido que sofre essencialmente de maus controlos. Por muito bom que um jogo seja, apenas pode ser tão bom quanto os controlos deixam que seja. Torcendo o nível em incrementos de 90 graus, devemos atravessar até ao objetivo final, elevando e baixando os pilares para escalar ou limpar um caminho. Os puzzles são bons mas às vezes podem ser muito complicados,

É quando começamos a interagir com o jogo que surgem os problemas. Mover a nossa personagem é frustrante, pois pressionar o botão de direção parece funcionar só metade das vezes e quando funciona é com um atraso. Muito raramente a personagem se move de forma normal e só posso dizer que o jogo é irritante, pois isto também se estende ao movimentos dos pilares e girar os níveis. Obter o destaque para mostrar qual o pilar que estamos a mover é igualmente atrasado, e não somos capazes de mover a nossa personagem enquanto movemos os pilares.

O último elemento da IU que nos irrita ferozmente é que ao chegar ao objetivo é preciso um pequeno passo para trás na outra direção antes de passar automaticamente pela porta. Não faz sentido e não consigo perceber como um jogo pode chegar assim às nossas mãos. Mas é realmente uma pena pois a ideia geral é muito boa. Os layouts dos puzzles são inteligentes e geralmente requerem alguma lógica. Até o próprio conto sombrio que funciona como história do jogo é bastante bom.

Tetragon pode ser um bom jogo se conseguirem aguentar os maus controlos. A jogabilidade do jogo é má e se tiverem curiosidade sobre o resto é algo que vão ter que ter em mente.

Tiago Roque

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