Análise: Trigger Witch

Imaginem que The Legend of Zelda tinha uma boa quantidade de armas além da espada e vão ter logo uma pequena ideia do que podem esperar de Trigger Witch. Parte RPG de aventura, parte twin shooter, Trigger Witch é um jogo bem conseguido e oferece uma experiência agradável e divertida, simplesmente não é tão bom como outros jogos do género.

Em Trigger Witch o jogador assume o papel de Colette, uma aspirante a bruxa que tem de ultrapassar uma série de testes para se juntar ao The Clip, um grupo de bruxas famosas que utilizam armas para proteger o reino. Esta parte dos testes forma essencialmente o que é o tutorial do jogo. Depois disso um homem misterioso entra no mundo do jogo e lança Colette numa aventura para salvar sua família e amigos. No geral a história aqui tem mais qualidade e peso do que é normal no género e foi uma agradável surpresa.

Conforme exploramos o mundo jogo o mapa começa a revelar-se, apresentando novos biomas com climas variados. Para lidar com os perigosos inimigos que o jogo coloca no nosso caminho temos de utilizar um arsenal crescente de armas. Cada nova arma que encontramos é uma boa surpresa já que cada arma é divertida de utilizar e a variedade é bem vinda. O combate utiliza mecânicas twin shooter bastante normais. A arma padrão pode ser recarregada à vontade e contém munição ilimitada. As outras armas requerem balas, mas podemos trocar para uma arma diferente, permitindo que a munição gasta se acumule com o tempo.

A jogabilidade é bastante boa, mas com o tempo vai-se tornando repetitiva. A exploração é encorajada, mas as masmorras do jogo também não variam muito, especialmente em termos de objetivos já que requerem quase sempre que o jogador elimine todos os inimigos.

Trigger Witch é um bom jogo, que atinge praticamente todos os objetivos de um bom roguelike, mas quando o comparamos com a concorrência fica um pouco aquém.

Tiago Roque

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