Análise: The Ball

Ao longo de cerca de seis horas irão explorar os ambientes de The Ball, resolvendo puzzles e eliminando hordas de inimigos. É um jogo um pouco curto, mas recheado de bons ambientes, boa jogabilidade e puzzles inteligentes. Não é um jogo que irá agradar a todos os que gostem de jogos de acção pois aposta bastante em puzzles, o que pode quebrar demasiado a acção para alguns.

A história passa-se supostamente no Mexico, quando um arqueologista cai num buraco durante uma escavação,o que acaba por se tornar uma descoberta enorme sobre a evolução da nossa civilização. A história não é propriamente mostrada de uma forma fácil e para a compreenderem melhor vão ter que explorar os mapas e encontrar os segredos escondidos. Além de terem que pensar durante os puzzles, vão ter que explorar os mapas, o que pode realmente ser aborrecido para os amantes dos jogos de acção.

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Além de nós, a personagem principal, o derradeiro companheiro durante a nossa aventura é realmente a bola. Obviamente é uma personagem estática, sem qualquer valor narrativo mas graças a esta ter que estar sempre connosco e ser essencial na resolução de puzzles, acaba por se tornar um verdadeira personagem. Para controlar a bola irão utilizar a ancient weapon, uma arma que recolhem logo do inicio e a única arma do jogo, sendo utilizada tanto para a resolução dos puzzles como no combate em que têm que usar a bola para esmagar os inimigos.

Maior parte do jogo é passado a resolver puzzles com a bola para abrir portas e avançar para o puzzle seguinte. São normalmente puzzles que se baseiam na física do jogo e normalmente bastante racionais. Enquanto que em alguns jogos alguns puzzles apesar de não serem difíceis são realmente pouco racionais, aqui a racionalidade é marcante e existe uma boa variedade de puzzles e ambientes.

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Apesar de serem racionais são realmente desafiantes, especialmente nos niveis finais em que precisam realmente de prestar atenção a todos os elementos presentes nos cenários ou irão ficar presos sem saber realmente o que fazer, mesmo quando precisam de estar com atenção à quantidade de inimigos que começa a aparecer pelo cenário.

No geral a jogabilidade é óptima mas há alguns defeitos. A bola pode ficar presa no cenário e há alguns problemas de visibilidade quando estão perto da bola. Quando estão em contacto com a bola ela torna-se invisível mas se estiverem a alguma distancia ela é solida. Para que ela fique transparente irão ter que carregar num botão adicional. Não é muito incómodo, mas não deixa de ser um botão a mais com que se têm que preocupar.

O principal problema do jogo é realmente o ritmo de jogo. O jogo tem três fases praticamente distintas que se repetem. Cada fase começa com uma pequena viagem entre a zona de onde vieram e para onde têm que ir, onde não existe nada de relevante para fazer a não ser aproveitar o cenário, o que nem sempre é suficiente. Depois existem os puzzles e os combates. Esta rotina repete-se bastante e quebra bastante o ritmo de jogo.

 

Tiago Roque

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