Análise: Monster Hunter 3 Ultimate

Como devem reparar pelo nome este novo Monster Hunter é uma nova versão do jogo lançado para a Wii. Não é uma simples expansão, ou pelo menos não é uma simples expansão como muitos jogos actuais nos apresentam. Comparada com outras versões “definitivas” esta é simplesmente enorme. Mesmo que já tenham jogado o jogo na Wii irão ficar surpreendidos. Há novas quests, itens, áreas e monstros. Tudo isto aumenta dezenas de horas ao jogo base, o que torna este jogo completamente obrigatório mesmo para quem o já jogou.

O único problema que isto traz consigo é que para jogar maior parte do conteúdo que vale realmente a pena vão ter que jogar horas e horas. Isto poderia ser um verdadeiro problema caso Monster Hunter 3 não fosse tão bom, no entanto há sempre os jogadores que já jogaram o jogo original e gostariam de jogar apenas o novo conteúdo.

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Se não conhecerem Monster Hunter, basicamente é um jogo em que se aventura numa área selvagem, onde encontram monstros enormes que ao matarem e recolherem as suas entranhas podem criar novos equipamentos e armamento. O conceito é relativamente simples e apenas a jogarem um dos jogos da série é que percebem o quão viciante pode ser.

Graficamente na Wii U é um passo bastante acima da antiga versão para a Wii, no entanto não deixa de parecer um jogo preso entre duas gerações. Apesar de ser bom neste aspecto não esconde a idade. Na 3DS por outro lado compara-se aos melhores jogos que existem na consola. Independentemente de onde o jogarem irão receber a mesma experiência de jogo, em termos de quests, itens e história. Graficamente e em jogabilidade a versão Wii U é superior, mas na 3DS ganham uma experiência muito mais portátil. É sem duvida uma escolha difícil.

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As quests em Monster Hunter são bastante parecidas às de MMORPG, implicando normalmente encontrar um certo numero de um certo item, matar um certo numero de um tipo de monstro ou matar um verdadeiro boss. Para avançarem no ranking terão que cumprir as quests do terceiro tipo e ainda bem pois são as quests mais desafiantes e as que valem realmente a pena jogar em equipa com amigos. Jogar sozinho não é realmente a melhor opção. Pode não haver escolha as vezes, mas se possível é sempre melhor jogar com amigos.

Para poderem sobreviver a essas grandes batalhas precisam de completar as quests mais simples para recolherem materiais e construir melhor equipamento. De outra forma é bastante difícil continuar a avançar nas quests do tipo três. Há centenas de quests e itens. Podem realmente gastar centenas de horas. Já o podiam fazer na versão normal de Monster Hunter 3, portanto imaginem o que podem fazer com praticamente o dobro do conteúdo. É um jogo que mesmo depois de mais 60 horas continua a mostrar-nos coisas novas. Sempre que um novo tipo de monstro aparece é como se fosse uma batalha impossível e quando ultrapassamos o desafio é um jogo brilhante que nos recompensa bastante pelo esforço.

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É também um jogo com uma atmosfera e humor bastante únicos. Tem um humor que realmente não é fácil encontrar nos jogos ocidentais mas sem cair no tradicional humor japonês que marca aqueles RPGs como a série Atelier. As armas são também um dos maiores atractivos de Monster Hunter. Há 12 tipos de armas para dominar e cada um transforma o jogo completamente. Não é um daqueles jogos em que jogar de espada é praticamente igual a jogar de machado. Aqui sente-se realmente a diferença, especialmente quando se troca entre uma arma de longo alcance e uma de combate corpo a corpo.

A história mantém-se igual à da versão Wii. A nossa personagem chegou a Moga Village e tem que a salvar de um monstro que provoca tremores de terra. Para quem acabou de chegar ao mundo de Monster Hunter 3 pode ficar descansado pois o jogo faz um bom trabalho a introduzir-nos gradualmente à dificuldade do jogo e Moga Village é uma cidade recheada de vida que maravilha qualquer jogador.

 

 

 

Tiago Roque

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