Análise Type:Rider

Type:Rider deve ter um jogo vindo da mente de um web designer, pois nunca na vida pensei ver um jogo em que o tema principal são fontes. Type:Rider faz-nos passear pela história da tipografia enquanto um par de pontos. Como um par de pontos, o jogador vai passar por níveis construídos recorrendo apenas a letras e alguma iluminação. As letras enchem os níveis para criar trilhos, rampas, elevadores , e muito mais nas etapas memoráveis.

Mas Type:Rider não se fica por deixar umas letras aleatórias ao acaso para criar os níveis. Type:Rider cria desafios em torno de técnicas de impressão familiares e tecnologia do passado, além de ícones históricos da tipografia sobre os cenários ao mesmo tempo, permitindo-lhe a opção de ler as explicações detalhadas de tudo. Falta saber se este é um conceito que vai interessar a todos. A tipografia não é propriamente o tema mais interessante do mundo, portanto eu deixaria Type:Rider para quem tem realmente interesse no tema ou simplesmente gosta de um sidescroller com um design diferente.

Os próprios níveis são atraentes, com cada fonte a inspirar um mundo composto de dois níveis mais longos e dois níveis de puzzles ambientais mais curtos para resolver. Podemos ver a evolução das fontes nos últimos trinta anos e mesmo quem não perceber nada do tema pode perceber a evolução visual. Infelizmente Type:Rider vive mais de visuais e design do que de boa jogabilidade. Os controlos são demasiado imprecisos para agradar aos fãs do género.

Isto faz com que reste apenas um publico para Type:Rider e esse é aquele que gosta realmente de tipografia e não sei até que ponto jogadores apreciadores de tipografia é um publico alvo abrangente, portanto os criadores de Type:Rider podem ter alguma dificuldade a vender o suficiente. No fundo Type:Rider é uma mistura de conceitos que já vimos antes, com um tema diferente que pode não interessar a muitos. A jogabilidade é um parente pobre de Sound Shapes com visuais que relembram Limbo, um jogo que já viu os seus visuais a serem imitados uma boa dezena de vezes.

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Mas o resultado final é um pouco melhor do que pode parecer ao ler as minhas palavras. A jogabilidade é funcional e os visuais podem não ser originais mas tendo como base um tema tão original vão parecer realmente refrescantes e mesmo partilhar a paixão por tipografia que os criadores certamente tinham quando imaginaram Type:Rider podem achar a viagem pela sua história interessante o suficiente. Mas tudo isto são suposições e pessoalmente aquilo que Type:Rider me deixou no final foram apenas algumas ideias com potencial e a possibilidade de ver alguem a quem ele irá agradar, pois a mim não o conseguiu fazer.

5/10

Tiago Roque

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