Análise Trine 2: Complete Story

Trine 2 é a sequela do conhecido Trine, criado pelos Finlandeses da Frozenbyte, como sendo um hibrido de ação, puzzle e plataformas. É um sidescroller com gráficos bastante apelativos e com uma atmosfera carismática e deslumbrante que relembra um pouco o design da Blizzard. Foi um relativamente esperado pelos jogadores, como um potencial jogo de fantasia e magia, com gráficos melhorados, desafiantes puzzles flexíveis e uma jogabilidade fluida. Complete Story é sua versão definitiva, contendo todo o conteúdo disponível para o jogo base.

O aspeto inicial deste jogo, que também pode ser encontrada no primeiro Trine, é uma mistura de paraíso florestal com os gigantes cogumelos, com cores vivas e apelativas como as copas com bastante claridade e brilho provocado pelos raios de sol acabados de nascer. Um suspiro de fantasia e vida vinda da natureza, rodeada por sons inspiradores embora o aspeto rústico permaneça, tanto nos objetos como nos pormenores restantes.

O trio de personagens de Trine 2, movimentam-se apenas em duas dimensões, como no Trine, em que saltamos e andamos nas duas direções. Não fiquem a pensar que este tipo de movimento, torna o jogo monótono, porque é mentira. A vida deste jogo, está também centrada no combate característico de cada personagem, que de cera forma, se identifica com o primeiro Trine. Os feitiços encontram-se cheios de luz e de brilhos que pairam à volta de cada arma,de forma a embelezar o ataque escolhido assim como a própria personagem.

Como acontecia com o primeiro Trine, Amadeus tem o poder de criar alguns objetos como por exemplo, placas ou caixas para ajudar o jogador a saltar para alguns sitios e placas de forma a ajudar a personagem a progredir no cenário do jogo ou a resolver puzzles, Pontius , pela sua aparência forte e destemida, é uma personagem essencial para as lutas contra os Orcs e Zoya que faz uso do seu grapling hook para alcançar pontos de outra forma inalcançáveis assim como o seu arco e flecha para travar os inimigos que nos vão surgindo a cada percurso.

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A Frozenbyte esmerou-se a criar um mundo envolvente de fantasia que mostra ao jogador uma grande tranquilidade e sentido de desafio para enfrentar os menos e mais complexos quebra-cabeça, com a ajuda das três personagens escolhidas, conforme a dificuldade e o objetivo do desafio.

Como acontecia com o jogo anterior, embora existam um trio de personagens, estas apenas podem ser controladas individualmente, em modo singleplayer, embora permaneçam ligadas entre si, mutuamente, completando-se consoante as dificuldades que vao sendo encontrados ao longo do jogo, usando feitiços que variam de personagem para personagem, desde telecinese do feiticeiro, a força do guerreiro ou setas do ladrão e garra. No entanto, As habilidades foram expandidas um pouco, com flechas de gelo e levitação, monstros que vão aparecendo conforme for avançando cada etapa do jogo,, mas as competências essenciais permanecem inalterados desde o primeiro jogo. Relativamente ao multiplayer, é aqui que este jogo começa a mostrar as suas potencialidades, especialmente no que toca à introdução dos modos cooperativos de forma a reforçar o modo co-op offline.

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Neste caso, é possível usar as três personagens que embora tenham que cumprir com o seu papel, podem-se complementarem umas ás outras, fazendo com que haja mais facilidade na resolução dos quebra-cabeças, fazendo com que, por exemplo, dos 10 minutos em singlepalyer, em modo co-op apenas serão precisos pouco mais de 3 minutos. Outro aspeto, implica que um jogador, perante os outros, pode apontar diretamente para o ecrã do jogo para mostrar algo a um dos jogadores em vez de usar o microfone o que torna a situação muito mais interativa e motivadora. Todo este aparato visual que nos conquista, a forma como os puzzles estao consebidos também nos entusiasma a querer avançar ainda mais, fazendo com que a rotina geral deste jogo seja posta de lado.
A resolução dos puzzles não são fixas, podendo existir vária formas de as resolver, não só com a mesma personagem, mas com outra diferente. Os checkpoints não são feitos em qualquer altura do jogo, apenas em sitios definidos o que torna mais forte o impacto que este jogo tenta transmitir ao jogador.

Confrontando os prós e os contras deste jogo, sem dúvida que os contras não são suficientes para superar os prós, e sem dúvida que merece ser jogado de forma tranquila e apreciativa tanto da vista em geral tanto no uso das personagens por um adepto de um bom side-scrolling e que se reunir este aspeto ao ênfase dos puzzles, torna tudo muito mais simpático.
Os controlos no PC são relativamente fáceis e intuitívos quando conjugados com os acontecimentos ao longo do jogo de forma a que possa ser jogado por um basto tipo de público.Sem dúvida que além de manter a sua qualidade enquanto jogo, Trine 2, continua surpreender de forma irreversível e com bastantes pontos positivos.

PS4

Trine 2: Complete Story foi um dos primeiros jogos da PS4 e apesar de não mostrar todo o poder da nova consola da Sony mostra Trine 2 no melhor aspecto possível. O Dualshock 4 é bem utilizado, mesmo o touchpad é utilizado de forma inteligente no mago para criar objectos por exemplo. Mesmo que o rato continue a ser superior para controlar o cursor, a sensibilidade do Dualshock 4 é bastante satisfatória e é um substituto digno. Também podemos controlar as personagens com o analógico direito, mas isso já podíamos fazer antes, portanto recomendo tentar o novo esquema de controlos.

Graficamente podemos contar com os belos cenários que o jogo oferece a 1080p de resolução e 60 frames por segundo. Isto torna o jogo bastante suave e definido. Para quem possuir um ecrã com capacidades 3D também ficará contente por possuir o primeiro jogo da PS4 a usar essa capacidade. Os cenários de Trine 2 são soberbos e em 3D certamente são ainda melhores. Estas são as grandes novidades que esta versão oferece. Isto não a torna obrigatória a quem já jogou Trine 2 noutra plataforma, mas caso ainda não o tenham experimentado, esta é sem duvida uma óptima oportunidade.

8.5/10

Tiago Roque

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