Análise Zombie Tycoon 2: Brainhov’s Revenge

Depois de uma quantidade ridícula de jogos em que temos que matar zombies, eis que surge um em que estamos do lado dos mal compreendidos mortos-vivos. Digo eis que surge por desconhecia por completo que existia um Zombie Tycoon, quanto mais de que iria sair a sequela. Tycoon não é algo que eu pensaria quando me lembro de zombies, sendo algo que me faz lembrar parques temáticos e um zoo.

Mas Zombie Tycoon 2 é um RTS onde jogamos como um cientista louco e a sua horda de zombis. O jogo começa com Orville Tycoon com seu exército de zombis para o último reduto humano. Existem dois lados da luta, mas ambos zombies. Ambos os exércitos de zombis são semelhantes, sendo a principal diferença a sua aparência . Existem vários tipos de unidades, mas principalmente existem o mesmo tipo de unidades em ambos os lados. Os samurai são unidades de corpo a scorpo que de ataque tão rápido. Há também unidades de boxe que causam dano corpo a corpo pesado, e as unidades de ataque à distância. As duas unidades finais podem atacar, mas eles são mais de utilidade. Os engenheiros podem operar máquinas e os limpadores são imunes a derramamentos tóxicos.

Cada mapa tem várias estruturas que podem atacar e conquistar. Depois de reclamar um edifício irá produzir um ou dois zumbis que passeiam pelo mapa e que irão atacar inimigos se chegarem perto o suficiente, e também atacam outras estruturas vizinhas que não foram conquistadas ainda. Também podemos comandar estes zombies durante um período limitado de tempo. Estes não são tão fortes como os normais mas são úteis.

Como RTS, Zombie Tycoon 2: Brainhov’s Revenge não é complicado. Podemos usar os botões 1 a 4 para seleccionar as unidades que queremos mover,e em seguida, clique direito para mover as unidades. É um jogo simples e aqueles que acham jogos RTS complicados vão achar este realmente acessível. Existem vários objectivos em cada nível, algumas opcionais, mas que ajudam a tornar o nível mais fácil.

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Há alguns problemas que prejudicam a experiência. Primeiro, o jogo não faz um trabalho muito bom de ensinar novos jogadores como jogar, apesar de ser bastante fácil. Não existe um tutorial eficaz e isso sente-se principalmente na aprendizagem do que cada unidade faz. Cada zombi tem apenas uma função, mas os monstros terão quatro e temos que recorrer a alguns menus para descobrir isso. Às vezes, os inimigos tornam-se invisíveis e as nossas unidades não conseguem atacar. Este é um dos bugs mais irritantes. Outras vezes , as unidades param de responder aos nossos comandos. Existem ainda uma série de questões da IA que tornam este jogo inferior ao que poderia ser.

Apesar destes problemas, é possível gostar de Zombie Tycoon 2: Brainhov’s Revenge. Graficamente tem um estilo cartoon bastante agradável que mistura o lado assustador e cómico da “cultura zombie. É um jogo curto e divertido, com um preço acessível que ainda oferece uma componente para multiplos jogadores mas que infelizmente não tem ninguém a jogar. Se gostam de zombies é uma proposta interessante que explora um género onde o tema ainda não se popularizou.

6.5/10

Tiago Roque

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