Análise: Picross e3

A série Picross sente-se em casa nas consolas da Nintendo e para muitos dos fãs das suas consolas o conceito não é uma novidade. A fórmula clássica da série está de volta e não há grande inovação em e3. O conceito é simples. Em síntese temos que criar pixel art, mas não diretamente, mas sim através de um puzzle. O painel de jogo é constituído por uma grelha com números na parte superior e na lateral direita.

Estes números indicam-nos quantos quadrados estão preenchidos nessa linha ou coluna. Por exemplo, se a linha mostrar os números 2 2 então sabemos que temos quatro quadrados nessa linha, em grupos de dois. O jogo faz um bom trabalho a ajudar o jogador no inicio. Os puzzles são relativamente simples e a grelha é pequena, mas à medida que avançamos no jogo vemos que o simples conceito consegue ser expandido para criar puzzles realmente desafiantes. e3 não traz nada de realmente novo e alguns dos modos antigos não fizeram a transição para o novo jogo.

e31

 

O modo Micross de e2 por exemplo não está presente. Mas existe uma novidade, o modo Mega Picross, em que algumas linhas ou colunas foram unidas numa só. É um modo complicado de explicar e é realmente difícil, portanto é até algo       que maior parte dos jogadores vão ignorar, até porque é um modo mais frustrante que divertido.

A apresentação é óptima. Apesar de ser um jogo sobre puzzles e grelhas que não pode realmente puxar pela consola, apresenta um design limpo que é óptimo de usar. Se são fãs da série então vão gostar de e3 nem que seja para terem alguns puzzles novos para jogarem. É um conceito realmente viciante, ainda que pouco inovador para quem jogou os anteriores. Mas se nunca pegaram num jogo da série talvez fiquem melhor servidos com o jogo anterior, que é bem mais rico em termos de modos e opções.

Tiago Roque

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