Análise: Insurgency

Todos, ou quase, os novos FPS parecem ser pequenas evoluções de jogos anteriores e quase todos os grandes lançamentos vêm com um numero à frente. Jogos como Titanfall começam a tentar mudar um pouco a formula, tornando-a mais rápida, mas jogos como Unreal ou Quake já eram rápidos.

Insurgency não vai por esse caminho, mas pelo oposto. Uma espécie de realismo aparente que traz algo de novo ao género. Aquilo que podemos fazer sozinho é muito pouco. Não há qualquer campanha, havendo apenas um pequeno tutorial. Portanto o que temos que fazer é ir online. Encontrar com quem jogar é fácil. Existe uma boa quantidade de jogadores e servidores. O jogo em si é realmente diferente do que estamos habituados.

insurgency12-copy

Não existe qualquer mira e a UI é minimalista. Minimalista é o melhor que posso dizer, pois muitos diriam que simplesmente não existe. Não existe qualquer mostrador de munições e apenas sabemos o que cada arma consegue fazer depois de as experimentarmos. Matar alguém também não tem qualquer feedback visual além de vermos o inimigo a cair. Isto pode parecer um “problema” pouco importante, mas pode ser realmente frustrante.

Por vezes avançamos à confiança porque temos a certeza que conseguimos matar o inimigo apenas para o encontrar à nossa espera. Isto não é um verdadeiro problema, é mais um dos aspectos que tornam Insurgency realmente diferente. É mais um pormenor com que nos temos de preocupar. Sabendo que este é um jogo mais lento onde “acampar” é permitido e encorajado, imaginem então não saber quantos inimigos continuam vivos. O trabalho de equipa é a chave para evitar que um inimigo solitário consigo eliminar toda a equipa. Usar micro pode não ser vital para nós, mas é vital para o sucesso da nossa equipa. Mais importante do que isso é realmente ouvir o que os nossos aliados dizem.

insurgency-screenshot-2

Mas Insurgency vai mais além no realismo e tal como na vida real apenas podemos ouvir o que os aliados mais próximos dizem.  É mesmo importante usar uma abordagem completamente diferente da que usamos a jogar CoD ou Battlefield. É incrível como a simples falta de UI torna tudo diferente e mais realista. Mesmo com uma jogabilidade semelhante à de CoD este seria um jogo bastante diferente graças à falta de UI. Os modos de jogo são Tactical Operations, jogo curtos por objectivos, semelhante ao tradicional Search and Destroy. Quando um objectivo é destruído os jogadores podem fazer respawn, existindo um tempo limite para os atacantes.

O modo seguinte é Firefight, em que existem pontos para dominar. Ganha a equipa que consiga dominar todos os pontos ou que consiga eliminar a outra equipa completamente. Sempre que uma zona é conquistada a equipa que o conquistou vai ter direito a um respawn dos aliados mortos. Ao contrário de jogos como Counter Strike onde todos os jogadores podem apanhar a bomba e ativá-la gratuitamente, aqui pelo menos um jogador tem que levar o equipamento necessário para explodir um objectivo, equipamento esse que tem de ser comprado.

Também podem jogar Insurgency contra a IA, mas o jogo perde muito do seu charme a jogar assim. É uma boa forma de treinar ou de jogar sem termos que nos preocupar com tudo, mas não é de todo uma experiência tão gratificante.

 

Tiago Roque

Leave A Comment