Análise: God of War III Remastered

Kratos na sua sede de vingança levou duas consolas ao limite. Na PS2 foi o último grande exclusivo e espremeu tudo o que podia do sistema, sendo um dos poucos, talvez até o único jogo da plataforma a suportar resoluções HD. Foi um jogo massivo que surpreendeu tudo e todos. Quando o a sua vingança estava perto do fim e só faltava atacar o Monte Olimpo, Kratos voltou a maravilhar os olhos dos jogadores, trazendo cenários incríveis até à PS3.

God of War III foi o último grande jogo da saga. Redemption foi um bom jogo mas não se compara com o terceiro capitulo. Mas isto foi já à alguns anos e a consola é agora outra. Na PS4 God of War III continua a ter bom aspeto e o resto é tão bom como sempre foi. Se bem se lembram Kratos procura eliminar Zeus, revelado ser seu pai, e destruir a dinastia do Olimpo. Kratos sempre foi uma personagem marcada pela raiva e sede de vingança, atingindo o pico de todos esses sentimentos aqui.

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Aquilo que mais marca este jogo são os confrontos iniciais. Todo o jogo é soberbo, mas as lutas iniciais em cima dos Titans são um momento fantástico rivalizado em poucos ou nenhuns jogos. A escala é gigantesca e talvez seja o momento mais beneficiado pela transição para a PS4. A forma como a camera se aproxima e afasta para aumentar a sensação de sermos apenas uma formiga no ombro de um gigante está ainda melhor e podemos agora ver mais detalhes no cenário de fundo e no corpo dos gigantes.

Em parte não apreciamos verdadeiramente a evolução da tecnologia. Na realidade God of War III está exatamente como nos lembramos. Não quero com isto dizer que está igual, muito pelo contrário. Mas como jogadores temos a tendência de embelezar os jogos que nos deixam boas memórias na nossa mente e apenas olhando para as duas versões lado a lado é que nos damos realmente conta das melhorias, e que melhorias. Até agora não tinha tido noção do salto gigantesco que existia entre as duas ultimas gerações de consolas.

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Infelizmente e por muito que goste de God of War III, a verdade é que já o joguei na PS3. Obrigado na mesma à Sony e ainda bem que os jogos que sairam à alguns anos possam reaparecer com melhor aspeto mas não acho que seja suficiente. Pelo preço deste Remastered, ou perto disso, os jogadores da Xbox One receberam todos os jogos da série Halo. Além disso Redemption contava com um modo multijogador online, porque não incluir algo do género?

Esta acaba por ser uma oportunidade perdida para oferecer algo mais aos jogadores. A escolha podia ter sido oferecer um pacote realmente completo com todos os jogos da série. Teria sido mais trabalhoso mas certamente os jogadores iam agradecer e as vendas superiores. Mas caso isso não estivesse sequer em cima da mesa, podia ter sido feita uma versão realmente revista do jogo. Melhorar algumas texturas datadas por exemplo ou corrigir pequenos defeitos como o sangue que sai dos esqueletos quando os atacamos. E adicionar um modo semelhante ao de Redemption também seria bem vindo e não daria muito trabalho.

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O modo fotografia acaba por ser a única novidade e não é relevante o suficiente para justificar o investimento. Não quero ser mal interpretado e como irão poder ver na nota final, este é jogo soberbo, simplesmente é algo que já existe numa versão um pouco mais desfocada e essa é única razão pela qual o tom desta análise soa um pouco a desilusão. Apenas gostaria de ter visto algo mais. Uma versão mais completa. Um novo modo de jogo. Algo que me fizesse pensar que esta versão traz tudo o que a anterior trazia de bom e muito mais e infelizmente isso não acontece.

É um jogo soberbo, mas já o era antes e isso talvez não seja o suficiente para todos. Mas se o que querem é um jogo de ação frenética com alguns puzzles para PS4 não encontram melhor que God of War III, especialmente se nunca o jogaram antes.

Tiago Roque

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