Análise: John Wick 2

John Wick apareceu quase do nada e tornou-se um fenómeno de popularidade, relançando também Keanu Reeves, que tem novamente uma personagem icónica que parece feita à medida para o actor.

Tal como o primeiro filme, o segundo não pretende colar o espectador com a sua historia original e excelente, mas sim com cenas de acção inéditas em cinema. Nenhum outro filme do género conseguiu oferecer cenas de acção com a qualidade de John Wick. Todas as cenas de acção do filme contêm o mínimo de cortes possíveis, algo que apenas é possível graças ao trabalho de preparação que Keanu Reeves fez e à sua dedicação ao papel.

A historia continua depois do primeiro filme com John Wick ainda a vingar-se de todos os que estavam remotamente ligados aos eventos do primeiro filme. No entanto a sua recente actividade fez com que personagens do seu passado viessem cobrar dividas. Quando John queria abandonar o seu trabalho fez alguns acordos com a máfia que nunca foram cobrados por este estar reformado, mas no entanto o seu aparente regresso nos eventos do primeiro filme fizeram com que um dos chefes da máfia voltasse para cobrar a divida. Santino D’Antonio quer assassinar a sua irmã para lhe roubar o seu lugar na High Table. Isto traz-nos de volta ao submundo do crime que o primeiro filme nos apresentou.

A estrutura do filme não muda muito nem sequer a motivação da personagem. O primeiro filme mostrava aquilo que John Wick era capaz de fazer para se vingar de quem lhe tinha morto o cão, a ultima prenda da mulher. O segundo filme tem motivações semelhantes, com John Wick a ver a sua casa a ser destruída.

A expansão de todo este submundo secreto do crime é talvez o melhor aspecto do filme, depois da acção como é óbvio. Os criadores do filme conseguiram criar todo um lore que facilmente pode ser adaptado ao cinema, videojogos ou banda desenhada. É também preciso realçar o momento em que Keanu Reeves e Laurence Fishburne se reencontram novamente num filme. Para os fãs de The Matrix este é um momento especial. Podem não ser Morpheus e Neo que vemos no ecrã mas o momento não deixa de ser especial.

Preparada fica também pelo menos uma sequela, com um final completamente em aberto que apesar disso não impede que John Wick 2 tenha valor como filme a solo que pode ser aproveitado por todos mesmo que não tenham visto o original.

Tiago Roque

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