Análise: Slime-san

Slime-san é um pequeno platformer da Headup Games com elementos que fazem lembrar Super Meat Boy com a sua dificuldade elevada, o rasto que a personagem vai deixando nas paredes e a contagem das mortes.

Se há uma história não reparei para ser sincero. Ocasionalmente há uma pequena cutscene , um ou outro diálogo sobre lesmas e a nossa personagem parece passar todo jogo a perseguir um pássaro, mas mais do que isso não parece existir.

A jogabilidade é bastante simples mas leva um pouco a nos conseguirmos habituar, sendo quase obrigatório um comando. Com o teclado as teclas são as direccionais para mover a personagem e depois shift para atravessar blocos verdes no cenário, espaço para saltar e o E para um pequeno impulso de velocidade. Em várias secções temos que usar as quatro ao mesmo tempo e é bastante comum confundir tudo. Espalhados pelos cenários existem uma serie de objectos para evitar e usar.

Trampolins quando colocados espalhados pelo mapa são um desafio acessível, mas quando o cenário se encontra repleto deles em pequenos túneis tudo se complica com a personagem a saltar por todo o lado. Mas o jogo mistura ainda mais elementos, com níveis subaquáticos e um temporizador que nos impede de levar tudo com calma e que provoca que o nível de um liquido vermelho aumente e no qual basta tocar para perder o jogo.

Como referi a dificuldade é elevada, mas o jogo acaba por se tornar mais simples, se simplesmente ignorar-mos as maçãs que estão espalhadas pelos cenários e não nos dão nada além de pontos que nos permitem adquirir outras personagens e outros itens estéticos ou que nos dão alguma pequena vantagem. Noutros jogos temos que apanhar certos itens para desbloquear os níveis seguintes mas aqui parece ter existido bom senso nesse aspecto, deixando esses objectivos ao critério do jogador.

Mas se há algo a destacar de diferente em Slimer-san é o seu aspecto. Visualmente, apesar de super simples e retro, o jogo tem um aspecto fantástico e original com os seus tons de verde e vermelho que lhe dão um tom cromático tão diferente do normal.

Tiago Roque

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