Análise: 2Dark

Em 2Dark o jogador joga como Smith, um homem com um passado difícil. Numa viagem de acampamento há muitos anos a mulher foi assassinada e os  filhos foram sequestrados. Em resposta a esses trágicos acontecimentos, ele dedica a sua vida não só a encontrar os filhos, mas também salvar outros jovens sequestrados. Para isso o jogador vai ter que se esgueirar por várias áreas de uma cidade sombria para tentar salvar as crianças que foram capturadas por assassinos em série.

Cada nível exigem que o jogador infiltre uma base, encontre várias pistas para ajudar na sua investigação e, em seguida, leve as crianças capturadas para a liberdade. No entanto em termos de mecânicas de jogo há algumas indecisões neste aspecto. Se o jogo tentava ser um jogo furtivo, a sua mecânica é muito simples para chegar perto da qualidade do que já existe no mercado. Os inimigos são previsíveis e fáceis de enganar com todas as ideias já exploradas do género. O jogador pode-se esconder no escuro para impedir que os inimigos o vejam, e arrastar-se lentamente para impedir que eles o ouçam. No entanto, a IA é muito simplista para representar ser um verdadeiro desafio.


Da mesma forma, quando tenta ser um jogo de terror, a natureza repetitiva da jogabilidade impedem-no de o fazer com sucesso. O jogador quase certamente precisará retroceder dentro de cada nível para encontrar as várias pistas  que precisa para progredir. Essas mecânicas aborrecidas podem ter sido perceptíveis, se não fosse pelo fato de serem apresentadas de maneira insensatamente críptica.  Outro aborrecimento é o próprio design de nível. Cada área está repleta de poços e engenhos mal posicionados que nos matam em um hit. Isso seria bastante frustrante por si só, mas quando combinado com níveis cheios de sombras então isso sim se torna o verdadeiro pesadelo.

Os visuais e a música fazem um bom trabalho para construir uma boa atmosfera. Em particular, o design dos assassinos em série é sempre torcido e eficaz. O humor negro fica entre o bom e o mau gosto, com piadas que ficam um pouco no exagero num jogo com esta temática.  É um equilíbrio difícil, com certeza, e que não é ajudado pela escrita do jogo. Os personagens falam em frases estranhas e o que eles tentam transmitir muitas vezes faz pouco ou nenhum sentido e quando o que estão a dizer são as pistas que precisamos então é frustrante.

Tiago Roque

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