Análise: Lines

Lines é dos jogos mais simples que já tive a oportunidade de analisar aqui no ComboCaster. O mais complicado neste caso é aliás como escrever as cerca de 450 palavras que normalmente escrevo sobre jogos indie é realmente não é fácil. Se ainda não perceberam essa é aliás a única razão para esta longa introdução.

Em Lines o jogador tem como objectivo criar uma linha mais longa do que a IA tendo apenas de colocar um ou mais pontos num desenho vectorial. Em cada nível começamos por ver onde estão posicionados os pontos da cor ou cores já presentes e pensar onde podemos colocar o ou os pontos para colorir com a nossa cor mais área do que a IA. Para avançar no jogo vamos precisando de ter pontuações de bronze, prata ou ouro nos níveis anteriores. Como não há propriamente um sistema de pontuação em cada nível, estas medalhas em cada nível vêm de vitórias seguidas em cada um deles. Ganhar com sucesso um nível três vezes seguidas por exemplo equivale a uma pontuação de bronze. Mas se já conseguimos completar um nível qual é a dificuldade o fazer depois n vezes seguidas? perguntam vocês. Bem, a colocação dos pontos adversários é relativamente aleatória e isso faz com que a dificuldade varie bastante podendo ir em alguns níveis de ultra fácil até completamente impossível e se quiserem mesmo o ouro e na última vitória que vos falta não virem forma alguma de ganhar com aquelas posições vão saber a frustração que é.

Com algumas opções e modos extra, Lines é isto. Uma enorme colecção de isto sim, mas apenas isto. A originalidade do conceito em si não está sequer em causa e certamente uma versão mobile teria um sucesso tremendo, mas não há muito que possa dizer mais. O aspecto dos menus, a simplicidade visual e até a banda sonora é tudo impecável e tudo junto criam um jogo divertido e desafiante e quem gosta do género irá adorar o jogo, no entanto enquanto jogo para a biblioteca Steam não é muito apelativo.

Tiago Roque

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