Análise: Eon Altar

Eon Altar é um RPG isométrico com uma forte influência de Dungeons and Dragons e praticamente todos os outros RPGs deste género, mas com um twist muito importante na jogabilidade. Os jogadores usam um smartphone para controlar 5 personagens, ​​cada uma com sua própria história, habilidades e armas. Este é aliás o factor mais diferenciador de Eon Altor porque no resto é um dungeon crawler com todas as mecânicas expectáveis e pontos fortes e fracos do género.

A história fala de  Myrth e Dagaz, deuses que forjaram o mundo usando o Eon Altar e, por um tempo deixando o mundo em paz. Anos depois, Dagaz cheio de ódio e mentiras por deuses e foi enganado para cometer assassinato de Myrth, que desencadeou uma guerra que obrigou os Deuses a lutar uns contra os outros. Depois de várias eras, Dagaz foi derrotado e preso dentro do Eon Altar, o próprio lugar que foi usado para criar o mundo. Desde então, o mal e a corrupção atormentaram o mundo e todos os que vivem nele. Os servos do mal estão a aumentar e ninguém pode deter-los, cabendo ao jogador pegar a espada e escudo .

Em Eon Altar, cada jogador consegue escolher entre 5 heróis diferentes, cada um com suas próprias habilidades, habilidades e história. O Rogue, um assassino silencioso, o Guardião; que procura a absolvição pela tragédia que lhe aconteceu, o Cruzado procura livrar o mundo do mal, o Sellsword que tenta corrigir os erros do passado e por fim o Battlemage que quer restaurar sua própria família e a própria honra.

A informação, a história e o diálogo com os NPC que é exibido no telefone podem ser compartilhados ou mantidos em segredo, dependendo da atitude do jogador e quanto eles desejam revelar. A história e as escolhas de cada personagem são diferentes, então cooperar com colegas de equipe é puramente opcional, pois o jogador pode escolher seguir a história do personagem para mentir e tentar o melhor para controlar o grupo à volta. As personalidades do personagem diferem e as escolhas feitas seguem os personagens mais adiante no enredo. As escolhas dos heróis afectam a história em cenários de jogos posteriores, portante existe algum incentivo para fazer as escolhas corretas.

Onde Eon Altar brilha é com o seu multiplayer como um jogo cooperativo de sofá. Os seus controles distintos e intuitivos tornam a jogabilidade agradável e a história mais imersiva, já que o grupo não consegue ver os controladores uns dos outros, semelhante a manter segredos em Dungeons and Dragons. Uma vez que todos possuem um smartphone é algo realmente original. A jogabilidade é realmente simples, não precisam de estar todos os jogadores amontoados e para a maioria dos jogadores casuais utilizar um smartphone é bem mais simples do que um comando normal com botões.

Tendo em conta o preço, os gráficos no Eon Altar são incríveis. Detalhes ricos e texturas agradáveis podem ser vistas em todos ambientes exteriores e interiores. Os modelos de personagem são excelentes e poderosos e cada um mostra uma personalidade diferente. Eon Altar é um jogo onde a originalidade está na jogabilidade. As suas mecânicas podem ser as expectáveis num jogo do género, mas a qualidade existe e sente-se.

Tiago Roque

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