Análise: West of Loathing

West of Loathing é um jogo que aposta tanto na ficção científica como no humor. Baseando em mecânicas de combate por turnos, jogabilidade de mundo aberto e uma tonelada de repetição West of Loathing é um jogo, especialmente pela escrita brilhante. Aqui, o jogador joga como como um herói que abandona a sua pacata cidade à procura de aventuras, encontrando cowboys, xerifes, ladrões e até vacas demoníacas. Eu referi a escrita, mas o humor de todo o jogo é soberbo. A primeira coisa que é preciso realçar é que West of Loathing é um RPG. Outra coisa é que o jogo apesar da humilde apresentação é enorme, com uma história relativamente longa e muitas quests secundárias.

O jogo começa com o jogador a escolher uma das três classes de personagens. Existe o Cow Puncher, que é basicamente o guerreiro, o Snake Oiler, que é tipo um ladrão e o Bean Slinger, que se joga como um feiticeiro. O jogo passe-se numa caricatura do oeste americano. Ainda não é o Oeste Selvagem, mais uma peça temática de cowboys nesse cenário. Tudo o que o jogaodr faz em West of Loathing é orientado por escolha e envolve a base de decisões sobre diferentes opções que o jogo nos apresenta. Tudo no jogo tem como base o texto e por isso é que já realcei a qualidade da escrita.

Muito do jogo é jogado entre o jogador e o narrador, que é divertido, e as escolhas que o jogador faz com base nos cenários em que é colocado. Há tanto conteúdo e detalhe no jogo que é bem possível que cada jogador tenha as suas histórias. Isto é normalmente verdade em todos os RPGs, mas aqui é mais verdade do que nunca. O jogador começa na cidade de Boringville a fazer algumas quests para os moradores locais. Nada disso é difícil e as quests envolvem objectivos bastante ridículos e a quantidade de ridículo vai evoluindo com o decorrer do jogo. O jogador também encontrará o seu companheiro aqui que viajará com o jogador para o resto do jogo.

Habilidades e XP são um conceito interessantes em West of Loathing. O jogador tem atributos básicos que são melhorados com pontos XP que, se desejar, o jogo irá gastar automáticamente, que diga-se, torna a experiência ainda mais simples e divertida, deixando ao jogador apenas o papel de controlar os combates e aproveitar a história. A mesma regra também se aplica às habilidades. O jogador não escolhe as habilidades, então também não vai se preocupar com elas. Este ganha habilidades com base em suas ações e aumenta os níveis executando-as. Outra coisa que o jogador escolhe, dependendo do que faz, são perks. Estes oferecem uma variedade de habilidades passivas.

Graficamente é um jogo brilhante. Todo o aspecto é muito simplificado, até o ponto em que parece que um miúdo de quatro ou cinco anos poderia ter inventado a maior parte da arte. O elenco inteiro é pouco mais do que figuras simples e isso encaixa perfeitamente no tema inteiro. Nada neste jogo é levado a sério e isso é o que lhe dá tanto charme. Praticamente todos os RPG do mercado têm grafismo altamente potentes de última geração, mas depois há West of Loathing. Não há também muito de mal para dizer sobre este jogo. Certamente não é um jogo para todos. É preciso ter um sentido de humor compatível e nem todos serão tão receptivos a este. É subjectivo, mas que para mim funcionou.

West of Loathing é um anti jogo moderno que funciona. Oferece algo único que mais nenhum jogo no mercado oferece e isso é suficiente para o destacar da concorrência, mas a isso ele junta a qualidade que tem.

Tiago Roque

Leave A Comment