Análise: Strikers Edge

Os criadores de vídeojogos portugueses são um grupo pequeno, cada vez maior sim mas pequeno. Aquilo que também é pequeno é o orçamento das pequenas equipas nacionais, mas ocasionalmente podemos ver resultados excepcionais dentro da cena indie em Strikers Edge é o exemplo perfeito. Pessoalmente adoro jogos indie, compõe a grande maioria da minha biblioteca Steam e é neles que consigo encontrar ideias novas. Strikers Edge chega agora ao mercado mas o jogo já tem andado por aí, ganhando prêmios onde se destaca o premio PlayStation.

O conceito de Strikers Edge é realmente simples, os criadores pegaram numa série de guerreiros míticos e criaram aquilo que é no fundo o jogo do mata entre esses guerreiros. Em termos de conceito não há realmente mais nada a assinalar, mas é na execução e design geral que ele ganha pontos. Cada um dos guerreiros além de um design único inspirado em várias culturas do mundo, desde amazonas a guerreiros vikings, tem uma série de características diferentes, incluindo uma arma ligeiramente diferente. Aquilo que acaba por distinguir mais cada uma das personagens é a habilidade especial.

Existem dois ataques possíveis, o normal e outro que precisa de preparação, ambos controlados com o clique do rato, um clicando é o outro pressionando. Depois de utilizar o ataque mais poderoso podemos utilizar a habilidade especial de cada personagem. Enquanto que umas se movem mais rápido por exemplo, outras saltam para o campo adversário para infligir um pouco mais de dano entre outras habilidades. Não considero que exista sequer algo perto de um desiquilíbrio, principalmente porque a grande maioria do dano irá ser infligido no combate normal entre os dois jogadores e aproveitando a existência de duas pequenas barreiras que vão sendo destruídas com o passar do jogo com os ataques dos jogadores para utilizar o ataque mais forte, algo que se torna mais difícil sem a proteção destas barreiras. O combate em si é fluido, viciante e normalmente equilibrado com os jogadores a enfrentarem-se em jogos à melhor de 3.

O problema de Strikers Edge é de todos os jogos demasiado baseados no multijogador é ser difícil encontrar jogadores. Apesar de Strikers Edge contar com um modo história é tão minimalista que é quase descartável. Como fã de single player gostava de ter visto um pouco mais neste aspecto. Isto não quer dizer que este problema seja tão grave como em outro jogos que me passaram pelas mãos aqui no ComboCaster. Existem jogadores, simplesmente o matchmaking demora um tempo demasiado elevado para manter um ritmo. Estamos a falar de sessões curtas de jogo. Cada partida demora cerca de 3 minutos, portanto seria de esperar algo perto ao que acontece com Rocket League, ou, admitindo que tal não é possível simplesmente possibilitar que os jogadores que acabaram de se defrontar

Tiago Roque

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