Análise: Black Panther

A Marvel está de volta e com ela volta também Black Panther que foi introduzido em Capitão América Guerra Civil. Alguns dos pormenores da personagem já tinham ficado patentes no filme anterior, tendo direito a alguma representação, mas é apenas agora que ficamos realmente a conhecer T’Challa e a sua Wakanda. O filme começa um pouco depois do final de Capitão América Guerra Civil, com T’Challa a ser coroado rei logo do inicio do filme com algumas outras introduções pelo caminho. O inicio do filme é talvez a parte do filme que mais tem de semelhante com  outros filmes da Marvel, com o restante a continuar a ser um filme de super heróis mas a introduzir bastante diversidade.

A história do filme é bastante satisfatória,  T’Challa é um heroi diferente daquilo que a Marvel nos tem apresentado, pelo menos no que toca a milionários inteligentes.  T’Challa ao contrário de Tony Stark por exemplo não é arrogante, é mais calmo e mede melhor os seus actos e palavras. O tom do filme é um balanço memorável, entre SciFi, homenagem à cultura africana e filme de espiões. Uma cena em particular num casino ilegal é quase retirado de um filme de James Bond.

Outro aspecto incrível de de Black Panther é a cinematografia. Black Panther é um filme colorido e brilhantemente filmado. O cuidado com a apresentação é simplesmente brilhante. A única queixa neste aspecto é que algumas cenas são demasiado escuras. O combate final por exemplo é demasiado escuro e torna-se realmente difícil de perceber o que se passa. Mas no geral o filme é colorido e com cuidado na apresentação. Wakanda é um local extremamente belo e todos os seus habitantes são uma homenagem a todas as culturas africanas.

Em termos de interpretações todos os actores e actrizes fazem um trabalho excelente Chadwick faz um bom  T’Challa e todos os problemas que se podem apresentar dele não são problemas do actor mas sim de  T’Challa ser uma personagem diferente, mais parada e que torna o filme um pouco mais lento e com menos piada, mas sem que isso se reflicta na qualidade. Mas há alguém que se destaca. Dividindo louvores entre a personagem e o actor, não há como não realçar a performance de Michael B. Jordan como Killmonger, que se torna um dos melhores vilões da Marvel.

Black Panther tem uma mensagem, que passa e é só ligeiramente empurrada para quem está a ver o filme. Tratando-se de um filme onde quase todo o elenco é de cor negra e parte é passado em Africa era de esperar que houvesse comentário social e realmente há mas é feito de forma subtil, sem tentar impor ideais e o filme cresce por causa disso. Devido ao hype qualquer critica negativa está a ser rotulada de racismo e isso é a única coisa que saiu de Black Panther que é realmente mau. O filme não deixa de ter algumas cenas que precisavam de mais cor, um inicio fraco e um combate final medíocre porque o elenco é negro, os problemas existem na mesma. Da mesma forma que a cor dos actores nada tem a ver com o facto de a banda sonora ser incrível e toda a história e mitologia do filme ser uma lufada de ar fresco na Marvel.

Tiago Roque

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