Análise: Razer Abyssus Essential

O novo rato da Razer, Abyssus Essential o sucessor do Abyssus V2, dirige-se numa direcção relativamente diferente daquilo a que nos habituou recentemente, aproximando-se de valores mais acessíveis oferecendo na mesma o design e qualidade a que nos habituou mas com algumas cedências que possibilitam ao Abyssus Essential custar cerca de 50€, o que o coloca numa das gamas de preços mais baixas da Razer.

Em termos de performance em jogo o Abyssus é um rato robusto, oferecendo um sensor ótico de 7200 DPI,  220 IPS e uma aceleração máxima de 30 G que é mais do que suficiente para que qualquer movimento em qualquer género de jogo se sinta suave e fluido e os 30G garantem que mesmo movimentos bruscos são lidos. A roda de scroll é também comparável à experiência que tive com o Basilisk, experiência essa que foi das melhores que tive nesse aspecto. Apesar de o novo Abyssus não possuir nenhuma das extraordinárias formas de customização que o Basilisk têm, a Razer oferece aqui uma configuração de experiência de utilização que irá agradar pelo menos à grande maioria dos jogadores. A resposta dos cliques é também comparável aos melhores ratos da Razer que já por aqui passaram. O feedback é excelente e em toda a área clicável não existindo as normais zonas onde o clique é mais difícil como em ratos de gama mais baixa. O esforço do clique é também o suficiente para que não me tenha acontecido nenhuma vez um clique acidental, no entanto penso que o principal factor para que tal não tenha acontecido seja a forma e tamanho do Abyssus.

Falemos portanto da forma e design do novo Abyssus. Aquilo que me desiludiu assim que abri a caixa foi o tamanho. No primeiro impacto, o rato pareceu-me bastante pequeno e sempre que olho para ele continua a parecer, no entanto comparei com outros tantos ratos que por aqui tenho e surpreendentemente o tamanho é similar , ficando-se numa diferença de menos de 10% na maioria dos casos. Isto deve-se principalmente ao design e à forma do rato que lhe dá uma aparência diferença e a  ilusão de ser bastante mais pequeno do que é realmente.

Ergonomicamente  o Abyssus adapta-se tanto a jogadores esquerdinos como destros, sendo bastante confortável de  usar. A minha opinião é  a de jogador destro mas não tenho duvidas que neste caso ambos os jogadores irão ter a mesma opinião. Neste aspecto apenas tenho uma queixa e que é bastante pessoal e sinceramente apenas existe porque antes deste utilizei bastante tempo o Basilisk e que se prende com a posição de repouso da mão que na meu caso acaba por ser bem mais fora do rato do que por cima. Obviamente que um bom tapete como o Goliathus torna tudo mais  confortável.

Outro factor que faz a diferença com o hardware da Razer e toda a gama Chroma é a forma como a iluminação RGB complementa o design oferecendo um efeito único, especialmente quando acompanhado da restante gama de periféricos da mesma linha que a Razer oferece. O rato por si só em ambientes mal iluminados é já uma peça interessante, mas quando trabalha em conjunto com um tapete como o Firefly ou o Goliathus e um dos teclados da Razer da gama Chroma e temos um ambiente gaming muito difícil de rivalizar, especialmente porque apesar de o efeito Chroma se perder durante o dia, o design da Razer é suficiente forte para que o Abyssus seja bonito mesmo ignorando a iluminação. Aquilo que separa a iluminação do Abyssus de outros ratos da Razer e da concorrência é a iluminação de fundo que ao reflectir em qualquer superfície usada dá um efeito muito diferente a este rato.

Um factor que normalmente prejudica bastante a Razer é o preço. Apesar de não considerar o Abyssus caro, existem alternativas mais acessíveis e com mais funcionalidade. O Abyssus oferece apenas dois botões mais o clique da roda de scroll. No entanto a qualidade é muito acima da média e pessoalmente sacrificaria os botões laterais em prol de um produto melhor que tem uma utilização muito mais confortável. A construção é quase perfeita, faltando-lhe apenas um cabo mais resistente, sendo o utilizado de borracha normal que apesar de ser leve parece menos resistente do que o reforçado que normalmente vem com os produtos da Razer.

Tiago Roque

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