Análise: Darwin Project

Darwin Project é um novo jogo na febre dos Battle Royale que entra no género dos gigantes Fortnite e PUBG mas oferecendo algo diferente. Darwin Project aproxima-se muito mais de Hunger Games do que propriamente Battle Royale isto se estivermos a falar dos maiores filmes a influenciarem este género. Enquanto que ambos os jogos anteriores se focam em encontrar as melhores armas encontrar uma boa posição dentro do circulo e eliminar a concorrência, Darwin Project foca-se mais na sobrevivência e na busca dos inimigos. Ao contrário dos outros jogos onde encontrar os nossos adversários é realmente complicado, Darwin Project oferece algumas pistas aos jogadores, que vão desde subtis como pegadas ou pingos de sangue, até relevar a posição exacta dos outros jogadores.

Como se tornou habitual no género podemos jogar a solo ou em equipa, no entanto a opção única para equipas é de duplas. O mapa de Darwin Project é também ligeiramente mais pequeno e limitado em opções. No geral acaba por ser até menos interessante, com uma paisagem gelada que se mantém consistente por todo o mapa e sem grandes variações. O mapa acaba por ser o pior ponto de Darwin Project. Enquanto que em Fortnite por exemplo o cenário contém variedade suficiente para sabermos onde estamos até sem ajuda do mapa, em Darwin Project a ajuda do mapa é essencial porque todo o cenário é demasiado igual.

Ao contrário de PUBG e Fortnite, Darwin Project não nos coloca grande os jogadores a correr todos progressivamente para uma área progressivamente mais pequena num grande mapa. Aqui o mapa encontra-se dividido em zonas que vão sendo bloqueadas ao longo do jogo, tendo os jogadores que aí estiverem de sair em apenas 1 minuto. O foco aqui não é procurar por armas como em PUBG e Fortnite, mas sim recursos, um pouco como em Fortnite apesar de não existir qualquer tipo de construção. Existe num entanto um sistema de crafting. Os jogadores têm de recolher alguns recursos, principalmente madeira e pele que temos de recolher de árvores e sofás respectivamente, sim sofás. Estes recursos são depois usados para criar itens e equipamentos que melhoram as nossas estatísticas ou que podemos utilizar ocasionalmente. Como já referi, não existem armas em Darwin Project. Começamos o jogo num sitio aleatório do mapa e não caídos de para-quedas, equipados apenas com um machado e um arco e esse será o principal equipamento que teremos até ao final do jogo.

Um dos aspectos mais originais de Darwin Project é o papel de moderador. A ideia é que Darwin Project é um programa de televisão, algo que também partilha com Hunger Games, e cabe a um jogador fazer o papel de moderador. Os seus papeis são ajudar e prejudicar os jogadores, algo que faz sabendo onde todos os jogadores estão podendo também desactivar as zonas e no geral comandando o fluxo do jogo, podendo também activar os pontos onde serão activados os pontos onde os jogadores podem recolher electronics o último recurso do jogo e que permite aos jogadores criarem os itens mais poderosos do jogo como escudos ou invisibilidade. Estes itens conseguem fazer a diferença em qualquer duelo, no entanto existem ainda outros consumíveis espalhados pelo mapa que permitem recuperar parcialmente a vida ou regenerar o escudo.

Darwin Project não irá certamente destronar PUBG e Fortnite dos seus tronos de dinheiro e roubar muitos jogadores a ambos, mesmo depois de se ter tornado gratuito. No entanto oferece algo bastante diferente apesar de se encontrar no mesmo género. Os jogadores que ainda não encontraram um modo Battle Royale com o qual se identifiquem têm aqui uma proposta bastante diferente que precisa ainda de muitas melhorias que devem chegar mais cedo ou mais tarde dado que o jogo ainda se encontra em Early Access. O início do jogo por exemplo tem um défice de entusiasmo que a concorrência consegue com a queda de para-quedas e quando dois jogadores se enfrentam no final o jogo é um pouco confuso com uma área muito pequena e que graças às habilidade que cada um já deve ter se pode tornar uma luta longa e confusa que traz pouco de justiça. Mas estas são queixas pequenas para um jogo com o qual me identifiquei e que consegui ficar mais tempo a jogar do que Fortnite sem me fartar.

Tiago Roque

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