Análise: The Raven Remastered

A história de The Raven segue o policia suíço Anton Jakob Zellner à medida que ele ajuda a guardar um comboio que passa pela Suíça e que leva um cofre particular a bordo. Zellner encontra o detetive Legrand e apesar de ter sido considerado incompetente como ajudante local, Zellner insiste que ainda pode ser útil. O protagonista é aliás um dos melhores aspectos do jogo. Este não é o um herói habitual de jogos de aventura, mas sim um homem bastante mais velho que o normal e que gosta de livros de mistério. Para ajudar a tornar a personagem tão interessante está presente um trabalho de vozes e escrita fantásticos e sem os quais a personagem nunca chegaria a este patamar de qualidade.

A outra coisa que a história faz bem é que à medida que o jogador progride no jogo ele eventualmente joga com outras personagens e consegue ver cenas familiares de outra perspectiva. Isso ajuda a explicar alguns dos mistérios que vemos no início do jogo e une a história de forma solta. O jogo é dividido em três capítulos e envolve tudo muito bem até o final mas o final da história é bastante decepcionante.

No que toca à jogabilidade The Raven é um jogo de aventura padrão com Zellner a ter de encontrar maneiras criativas de se envolver com a investigação ou ajudar as pessoas que vai encontrando, o que significa que o jogador estará investigando vários ambientes. A única coisa que o jogo faz diferente é que sempre vez que se usa o sistema de dicas a pontuação universal do jogo reduz, mas isso também não tem qualquer tipo de impacto no resultado final.

Esta é uma aventura padrão com os seus protagonistas a terem comentários suficientes sobre o que está acontecendo, sendo portanto muito fácil saber o que fazer a seguir. De vez em quando há um puzzle ou mini-jogo que exige que se faça algo completamente diferente dessa mecânica base mas esses desvios da jogabilidade padrão são muito poucos e distantes entre si. O jogo não é exactamente um monstro gráfico e ser uma versão Remastered significa que o jogo apresenta animações mais suaves e melhor iluminação do que o jogo original que poucos irão conhecer. As animações parecem sólidas durante todo o jogo e a iluminação sempre pareceu bem feita, com apenas algumas visões panorâmicas a ficarem aquém do que se seria de esperar. Mas apesar de tudo, os gráficos são sólidos e os ambientes são muito fáceis de explorar.

A música ao longo do jogo é outra grande componente do jogo e um destaque surpreendente para mim. A banda sonora do jogo conta com peças leves e extravagantes que geram uma alegria a jogar o jogo. As vozes também são sólidas ao longo do jogo. Como se pode esperar de uma história de mistério, uma vez que se tenha acabado a história do jogo não há muitas razões para repetir tudo isto. O jogo tem uma lista de troféus que tem em consideração o total de pontos, então isso pode ser uma razão para jogar novamente o jogo mas não é suficiente para mim. No final, se estão à procura de um mistério, The Raven Remastered é uma excelente proposta e que acerta em todos os pontos importantes do género.

Tiago Roque

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