Análise: The Way Remastered

The Way Remastered é a versão Switch do jogo de plataformas e puzzles lançado originalmente em 2016. O jogador é Major Tom e o jogo começa de forma memorável escavando o túmulo da sua esposa e colocando-a numa nave na esperança de trazê-la de volta à vida. Ele tem acesso a uma nave espacial, que o jogador precisa de recuperar na primeira missão do jogo, antes de explorar alguns mundos fantásticos nas seções a seguir. O início do jogo além de ensinar ao jogador praticamente tudo o que precisa consegue ser um dos melhores momentos do jogo e nesta altura o jogo consegue ser bastante agradável.

Graficamente o jogo é apresentado numa forma de Pixel Art simplesmente soberba e na verdade não existem muitos jogos mais bonitos por aí nesta forma de pixel art. De olhar a partir de bordas do penhasco através do pôr do sol deslumbrante, este é um jogo 2D belo e esse aspecto realmente dá vida ao ambiente, atraindo os jogadores para a história e estabelecendo rapidamente um arco que o mantém a jogar até ao fim. O jogador pega uma arma logo no início, mas o foco do jogo em puzzles leva-nos mais para o uso de quatro habilidades, incluindo telecinesia e terminais de hackers, mas há uma quantidade decente de variação na forma como todos eles estão envolvidos.

Mas apesar de The Way Remastered se destacar em aspectos visuais e  história, ele se desfaz com controles fracos e irritantes. Num jogo que requer precisão nas secções de plataforma, ele faz um trabalho mau em fazer o jogador sentir-se bem e o resultado é este nunca sentir que pode prever o arco de um salto. Também não ajuda que o jogo lance inimigos na nossa direção que não nos dão qualquer tempo para reagir. Felizmente o jogador obtém respawns ilimitados, e o ponto de respawn é geralmente apenas alguns momentos antes do ponto onde se morreu, mas o prazer deve ser de desafiar a morte e não estar morrer constantemente.

Os problemas da jogabilidade continuam com o salto e há pontos em que você simplesmente quer cair num sitio e são precisas várias tentativas para o movimento mais simples. Isto faz com que o jogo ganhe uma camada de dificuldade artificial e o jogador não perde porque realmente não abordou o jogo da melhor forma ou algo do género, morre porque o jogo não tem uma jogabilidade responsiva e consistente. The Way Remastered não é uma experiência que se esquece porque é um jogo belo e com uma boa história, mas “o caminho” é cheio de percalços e poucos são os que vão gostar desta jornada.

Tiago Roque

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