Análise: The Mooseman

The Mooseman faz uso de puzzles e visuais impressionantes para contar uma história mitologica de estilo animal das tribos da Rússia, mas fica aquém em proporcionar uma jogabilidade impactante. Olhando para The Mooseman a vontade que tinha era de conseguir adorar o jogo, mas quando começamos a jogar a experiência acaba por se perder graças a más decisões e implementação.

O jogador joga como o Mooseman, enquanto ele viaja através dos Mundos Inferior, Médio e Superior, lidando com uma variedade de criaturas mitológicas e deuses das tribos. A música folk é um dos destaques do jogo que soa tão bem como parece. Usando flautas outros elementos tradicionais o jogo relembra a musica asiática mas os fãs de outros elementos mitológicos irão gostar de aprender mais sobre uma história que foi criada por tribos russas.

A história da criação do mundo, as muitas criaturas com que vivemos e os deuses que fazem parte da vida cotidiana são alguns dos muitos contos que se desdobram ao longo da história do jogo. O jogo passa por totens ao longo do jogo, que brilharão e também atualizarão o registro da história enquanto o jogador progride na aventura. Para determinar uma nova informação da história temos de pausar o jogo, aguardar a tradução do texto e sair do menu. Esta mecânica acontece com tanta frequência e a história é tão dividida que ao fim de muito pouco tempo isto parece um trabalho e não um jogo. Da mesma forma, o mesmo método é empregado para aprender sobre as coletas de animais que o jogador adquire ao longo da jornada.

Um dos melhores aspectos do jogo é a direção de arte que usa um estilo muito próprio e sinceramente trouxe-me muito mais satisfação simplesmente apreciar a arte do jogo do que jogar. Houve momentos, como ver gravuras nas paredes das cavernas ou constelações no céu, que têm um impacto gigante, momentos wow que mantêm o interesse no jogo. É estranho ter uma sensação tão grande olhando para os visuais, enquanto o contraste é com puzzles frustrantes. Sendo o Cavaleiro, um ser meio humano e meio deus, temos de resolver a maioria dos puzzles mudando do mundo atual para o outro reino. Alguns destes puzzles são sobre a mudança de símbolos para alinhá-los ou descobrir como passar um inimigo e a grande maioria oferece mesmo muito pouco.

Para um jogo com um aspecto destes e que soa tão bem é realmente pena que a jogabilidade ofereça tão pouco mas acho que num jogo diferente o talento deste estúdio pode realmente brilhar alto.

Tiago Roque

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