Análise: Planet Alpha

Planet Alpha começa com a nossa personagem a marcar num deserto e cai numa caverna. Depois disso e totalmente curado e pronto para  correr e saltar o jogador começa  o seu caminho numa paisagem alienígena. Planet Alpha traz um sistema original que transforma a noite em dia e que em vez de controlar o tempo, é usado para manipular o ambiente. As plantas são particularmente suscetíveis a mudanças na luz, então a luz solar faz com que o fungo dourado se desenrole para criar novas plataformas, ou aglomerados de folhagens se expandam para oferecer esconderijo.

Embora o jogo tenha o potencial de ser um projeto interessante, apoiado por um estilo de arte agradável, Planet Alpha rapidamente revela falta de profundidade e polimento. Navegar pelo mundo não é uma experiência agradável, especialmente durante os segmentos furtivos.  Não se consegue por exemplo ter uma noção clara de que partes do terreno definitivamente protegem o jogador. Algumas seções  são portanto bem mais complicadas do que deveriam porque não conseguimos perceber da melhor forma o layout do jogo.

Além disso nem sempre é claro em que plano estamos, sendo comum pensarmos que estamos num plano para percebermos depois que estamos no plano de fundo. Outro problema recorrente é que nas seções de deslizamento, a personagem desce de uma ladeira e precisa atravessar obstáculos e saltar, mas aqui é comum morrer e começar a descer novamente sem aviso prévio até que se conseguia ultrapassar esta sequencia. Esta repetição não é exclusiva deste jogo, mas alguma inovação era bem vinda.

Em visuais existem existem elementos muito bem conseguidos. Os planos de fundo são visualmente interessantes, principalmente no início e no geral a direção artística é realmente interessante. Infelizmente os níveis posteriores parecem menos interessantes. Algumas zonas são realmente mal iluminadas e torna-se dificil discernir o cenário e a falta de contraste também não oferece nada que realmente mereça ser apreciado.

Existem no entanto alguns puzzles interessantes. Nenhum deles é muito dificil mas todos eles são satisfatórios. É um equilibrio estranho já que normalmente um puzzle tem que ter algum desafio para ser satisfatório mas aqui existe um bom equilibrio. Os puzzles infelizmente não levam o conceito do dia e da noite em qualquer lugar interessante e seria algo que poderia ser muito melhor explorado.

Planet Alpha não é um jogo perfeito, muito pelo contrário, não sendo sequer o melhor do género, mas consegue ser uma boa experiência para quem gosta do género. Além disso o jogo é bastante acessível e raramente é frustrante o que pode agradar a jogadores que prefiram experiências de jogo leves.

Tiago Roque

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