Análise: Red Faction Guerrilla Re-Mars-tered

O velhinho Red Faction original foi revolucionário na sua mecânica de destruição ambiental e Red Faction: Guerrilla conseguiu um feito parecido no seu lançamento orginal. Agora chega-nos uma versão melorada de Guerrilla que por muito boa que fosse dificilmente seria revolucionária ou sequer impactante na industria e infelizmente, embora pareça ótimo, a versão reformulada do jogo mostra que o jogabilidade central do jogo não resistiu muito bem ao teste do tempo.

Como no original, Red Faction: Guerilla Re-Mars-tered coloca-nos no papel de Alec quando este chega em Marte e é recebido pelo seu irmão. Em poucos minutos, sabemos quem são quase todas as forças em jogo e saltamos para a ação. Enquanto Red Faction: Guerrilla começa rápido, ele rapidamente serpenteia e não cumpre a promessa da abertura e acaba por ser bem mais linear e banal do que pretendido. Esse era um problema do jogo original que era ofuscado pelo excelente motor de destruição e jogabilidade. Há momentos em que o potencial brilha, mas por cada um desses existe um momento desinspirado.

Felizmente, enquanto a história não é brilhante, Red Faction: Guerilla Re-Mars-tered mais do que sacia o nosso apetite pela destruição. Depois de todos esses anos, a marreta que lentamente destrói edifícios continua divertida e satisfatória, no entanto em termos de destruição há jogos a fazer melhor hoje em dia. Como um ponto focal da série, é natural que isso seja um destaque, mas cada detalhe minucioso é definido até como as secções do edifício desmoronam, oscilam e inevitavelmente caem no chão. Infelizmente esta é também a única boa parte do combate do jogo. Para cada balanço da marreta, há um spray de balas que pouca satisfação ou impacto provoca. A pouca quantidade de munições também quase que nos força a usar armas cada vez menos interessantes e obriga-nos a uma rotatividade forçada.

O sistema de upgrade compensa parcialmente isso, mas para comprar essas actualizações, o jogador precisará de completar objectivos. Sucata é a moeda de Red Faction: Guerrilla e pode ser obtida através de missões secundárias, destruindo edifícios e minerando o minério espalhado por Marte. Nas primeiras horas, a colecta de sucata é bastante rápida e o impacto no jogo é insignificante, mas com o tempo passamos cada vez mais tempo neste objectivos para recompensas cada vez menores.

O tempo também não foi amigo do jogo em outros aspectos do jogo. O cenário continua a oferecer perto de nada além de alguns edificios que podemos destruir e um verdadeiro deserto com missões secundárias apenas funcionais que nao expandem a história. Felizmente Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered tem mais a oferecer do que apenas a sua campanha. oferecendo um arena online realmente interessante, mas que dificilmente terá jogadores durante muito tempo já que a quantidade de shooters f2p neste momento no mercado é enorme.

Os modos online não são o suficiente para salvar o jogo, mas funcionam para dar alguma vida extra ao jogo, especialmente para quem já jogou o original, já que o jogo pouco mais faz do que actualizar alguns dos seus elementos. Nenhum dos problemas do jogo é resolvido e os seus pontos fortes já não têm o impacto que tiveram antes.

Tiago Roque

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